No meio desta crise, vender joias pode ser uma saída.
Especialização em joias pode ser um bom negócio no Rio de Janeiro
Cariocas contam com diversas opções de cursos superiores e técnicos na área

O mercado de joias tem sido cada vez mais rentável. Com salários acima da média, os profissionais da área acabam recuperando o valor investido no seu aperfeiçoamento. E, no Rio de Janeiro, há diversas opções para quem se interessa por esse segmento, desde cursos superiores a especialização em design de joias e ourivesaria. A lista de cursos livres na cidade também é vasta e vai depender do bolso e do gosto do carioca.
As estatísticas já dizem por si só. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do ano de 2010, a capital fluminense empregava nessa época, 661 profissionais do ramo de joalheira. Em todo o estado, esse número chegava a 1,7 mil trabalhadores no setor, com uma média salarial de R$ 982. No entanto, entre os que têm escolaridade maior, esse valor saltou para R$ 2,53 mil, mais do que o dobro. Isso mostra como é importante estar sempre atualizado e capacitado.
E existe bastante espaço no mercado para absorver mão de obra. O Rio conta com cerca de 120 fabricantes de joias e bijuterias, segundo a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Estado do Rio (Ajorio). A entidade também costuma divulgar constantemente em seu site as novidades em relação a capacitações na área. Fique de olho e confira uma lista dos principais locais:
Senac-RJ (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial)
A maior variedade de cursos no Rio é oferecida pelo Senac. E em vários níveis diferentes. Há ourivesaria, confecção de joias, bijuterias, e até treinamentos exclusivos, como o da ferramenta Rhinoceros. E sempre estão abrindo novas turmas nas suas diversas unidades, sendo a principal localizada em Copacabana. É bom estar ligado no site da instituição para mais informações: http://www.rj.senac.br/cursos/design-de-joias
Serviço:
Unidades: Copacabana, Barra da Tijuca, Itacoara (Niterói)
Telefone: (21) 4002-2002
Senai-RJ (Serviço Nacional
de Aprendizagem Industrial)
Outro órgão que também disponibiliza uma gama de opções para a área de
joalheria é o Senai. A maioria, no entanto, é voltada para aperfeiçoamento
profissional, ou seja, para quem já tem algum conhecimento na área. É possível
aprender técnicas básicas e avançadas de produção de joias, além de modelagem
3D básico e avançado, com prototipagem de joias e bijuterias. Os valores e
demais informações podem ser acessados pelo site da entidade.
Serviço:
Unidades: Maracanã e Tijuca
Telefones: 0800 0231 231 | 4002 0231
E-mail:ourivesaria@rj.senai.br
Universidade Veiga de Almeida (UVA):
A instituição de ensino oferta cursos de pós-graduação no campus Barra Marapendi. Durante três semestres (1 ano e meio), o aluno pode se especializar em joalheria contemporânea e se preparar para as novas demandas do mercado, adquirindo habilidades de designer, joalheiro e artista profissional. O valor da mensalidade é R$419. Há informações adicionais no site da universidade: http://uva.br/cursos/pos-graduacao/joalheria-contemporanea
Serviço:
Endereço: Av. Gal. Felicíssimo Cardoso, 500, Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
(RJ).
Telefone: (21) 2574-8888
Onde se encontram cursos de joias em São Paulo
Saiba que tipo de capacitação é oferecida na capital paulista para quem atua com design de gemas ou ourivesaria
O mercado de joalheira nunca esteve tão em alta no Brasil. E, embora Minas Gerais seja o principal polo de produção de matéria-prima para o setor, é São Paulo que se destaca na comercialização de pedras preciosas, joias, bijuterias, além de metais preciosos. Por isso, a capital paulista concentra uma ampla gama de opções de cursos na área de design e ourivesaria.
São ateliers, escolas de joalheira, de gemologia, além de universidades, que oferecem graduações na área. Confira abaixo uma lista com os principais e maiores espalhados por São Paulo:
IED Brasil (Istituto Europeo di Design): essa rede, original da Itália, disponibiliza curso de graduação em Design de Joias e Acessórios, durante um período de três anos ou seis semestres. E é uma formação completa, incluindo desenho, computação gráfica, materiais e processos de produção, desenho técnico e geométrico, gemologia e marketing. O valor do curso completo é R$ 13.905, mas pode ser parcelado com investimento inicial de R$ 2.575. Interessados encontram informações adicionais aqui: http://ied.edu.br/sao_paulo/curso/graduacao/producao-joalheira/
Serviço:
Endereço: Rua
Maranhão, 617 – Higienópolis – São Paulo (SP)
Telefone: (11)
3660-8000
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Associação dos Joalheiros do Estado de São Paulo (Ajesp): oferece várias opções de capacitação ao longo do ano, seja por meio de palestras, oficinas ou cursos mais especializados, como, por exemplo, sobre a ferramenta Rhinoceros para a modelagem de joias em 3D. Os valores variam por tipo de atividade, mas os associados têm desconto e costumam pagar entre 30% e 50% menos que o restante do público. Mais informações sobre cada um desses eventos no site da entidade.
Serviço:
Endereço: Av.
Paulista, 688, 17º andar | Edifício Santa Filippa – São Paulo (SP)
Telefone:
(11) 3016-5850
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Escola Renato Camargo: com experiência de mais de 25 anos no
setor, a instituição ensina todas as etapas para a confecção de uma joia, passando
pela criação do projeto, escolha e compra de matérias-primas e chegando à produção
da peça, em si. É especializado em prata, mas também trabalha com outros
materiais. O aluno pode escolher entre os turnos de manhã, tarde e noite, em
aulas semanais com duração de 4h. O valor da mensalidade é de R$ 610. Para
detalhes adicionais, verificar no site da unidade: http://www.renatocamargo.com.br/index.php. Ou envie e-mail para: renato@renatocamargo.com.br.
Serviço:
Email: renato@renatocamargo.com.br
Telefone: (11) 9 9912 4661
Para se manter atualizado com as diversas opções de cursos em São Paulo, vale a pena fazer uma pesquisa aprofundada na internet, incluindo as redes sociais. Não esqueça de comparar aqueles de sua preferência e verificar o que mais se adequa ao seu perfil. E invista na especialização para esse nicho promissor no Brasil.
Conheça os tipos de cursos do ramo de joalheria e bijuteria
Desde delinear no papel como será uma joia até sua distribuição, o ramo joalheiro é bem amplo. E, por isso, existem diversas opções para quem se interessa pelo assunto: design, ourivesaria, gemologia, além dos aperfeiçoamentos em cada uma dessas áreas, como modelagem 3D, aspectos do programa Rhinoceros e outras questões. Além disso, tem sido cada vez maior a demanda desse vasto segmento, que usa metais como ouro, prata e pedras preciosas no geral.
O cenário não poderia ser melhor para o setor. Segundo o Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos (IBGM), além da produção brasileira atender ao mercado nacional, o existe ainda grande potencial para exportar produtos da indústria joalheira, como gemas lapidadas, joias e folheados. O país já tem um faturamento anual em termos de ourivesaria que ultrapassa os US$ 6,5 bilhões e, hoje, responde por quase 1/3 da manufatura de gemas em todo o mundo, principalmente de esmeralda, citrino, ágata, ametista, turmalina, água-marinha, topázio e cristal de quartzo.
Os diversos tipos de profissionais de joias:
Assim, o profissional que deseja trabalhar nesta área pode escolher qual parte do processo lhe agrada mais: design e modelagem de joias e bijuteria, sua criação propriamente dita (ourivesaria), ou talvez a parte de lidar com os componentes químicos dos metais preciosos (gemologia). Veja aqui um pouco sobre cada um deles:
Design de joias: A parte de criação de novos modelos de joias é uma tendência mundial e o mercado tem valorizado bastante produtos que sejam exclusivos, únicos e com toques especiais. Para isso, é importante dominar ferramentas como o Rhinoceros, além de outros de modelagem 3D. Com criatividade e o preparo adequado, o profissional pode se destacar nesse ramo.
Ourivesaria: É quase sinônimo de joalheria, mas é uma palavra mais usada para designar quem trabalha diretamente manuseando os metais preciosos (principalmente a prata e o ouro). Mas quem fabrica joias e outros acessórios para o setor também é chamando de ourives. Essa é uma arte milenar, que teve seu ápice durante a Idade Média, quando as cortes e reis passaram a ter mais interesse por esses instrumentos.
Gemologia: é a área que estuda as pedras preciosas. E hoje, é a que mais gera emprego para quem trabalha com joalheria. Trata-se do processo de, por exemplo, identificar se as gemas são naturais, sintéticas, artificiais ou até imitações. É uma especialização mais técnica, e esse profissional acaba sabendo diferenciar aspectos mineralógicos e se aprofunda em processos para tratar e sintetizar as pedras.
Confecção de bijuterias: um pouco menos complexas que as joias, as bijuterias exigem menos etapas na sua elaboração e um artesão, por exemplo, pode executar todas as suas fases. Geralmente, esses cursos ensinam a elaborar colares, pulseiras e brincos, além de também dar ideias para customização de peças e acessórios diversos. É um mercado que permite que o profissional seja autônomo e produza e venda as peças ele mesmo.
Paciência e muita atenção aos detalhes: saiba o que é necessário para aprender a confeccionar joias
A maioria das mulheres adora admirar a
perfeição de uma joia bem-feita. No entanto, para chegar àquele resultado, foi
necessário um trabalho árduo, que exige muita dedicação de um ourives, além de
uma meticulosa pesquisa de uma equipe de design. E, para quem se interessa por
essa área, é preciso saber que algumas habilidades são essenciais para o seu
sucesso. Além de paciência, por exemplo, ter coordenação motora, certa vocação
para a arte e talento para trabalhos manuais são imprescindíveis. Sem contar, é claro, a motivação para estudar, de modo que você possa estar sempre aprendendo e praticando.
Conheça um pouco sobre o trabalho dos dois principais profissionais nesse processo: o designer e o ourives.
Designer de joias: Quem trabalha com design costuma ser responsável pela criação dos modelos de joias que serão produzidos e distribuídos pelas indústrias do ramo. Além disso, suas atribuições costumam ser mais amplas, estendendo-se também à conservação de peças antigas, assim como sua restauração, se necessário. Portanto, deve ser uma pessoa atenta a tudo, muito criativa e cuidadosa.
Outra particularidade do designer é que tenha algum conhecimento relativo à história das pedras ou, pelo menos, às características de cada uma. Assim como um ourives e um gemólogo, identificar as diferenças entre bijuterias, joias ou semijoias também é um diferencial. Esse é um profissional que deve estar sempre se atualizando sobre as tendências da moda. Entender os comportamentos dos usuários e possíveis clientes e as necessidades do mercado são outras atribuições importantes.
Ourives: atuar na área de ourivesaria não é para qualquer um. Se você não for paciente e perseverante, por exemplo, pode ser que não se encaixe às exigências para o cargo. Até porque, quando necessário, você terá que recomeçar a mesma peça várias e várias vezes. Antigamente, esses profissionais costumavam produzir as peças que eles mesmos planejavam, ou seja, autorais. No entanto, hoje em dia, é mais comum que esse processo seja desmembrado em etapas diferentes, cabendo ao designer o papel de criar os croquis.
Os elementos bases para o trabalho do ourives são o ouro e a prata, provenientes de empresas que purificam o material coletado por garimpeiros. Assim, como um passo a passo que deve ser seguido minuciosamente. A primeira etapa consiste em derreter a pepita do ouro. Depois, esse líquido será condensado, tornando-se um bloco. Com esse produto em mãos, o ourives agirá como um escultor, modelando essa matéria-prima de acordo com seu propósito.
Você já pensou em fazer um curso para aprender a criar bijuterias?